25 de março de 2015

25 de Março - Festa da Anunciação

Jean Galot, S.J.
Livro de 1962 - 258 págs


INTRODUÇÃO
Descrever o coração da Virgem é coisa difícil, porque o Evangelho oferece poucas indicações acerca dos sentimentos íntimos da Mãe de Deus. Enquanto uma descrição do coração de Cristo pode apoiar-se em numerosos textos evangélicos, um retrato da pessoa de Maria e uma história de suas disposições de alma só mui superficialmente podem ser esboçados por meio de dados escriturísticos. Como completar os indícios da Escritura? A interpretação proposta pela tradição lança uma luz preciosa sobre o seu verdadeiro alcance e ajuda a compreender a grandeza do papel da Virgem, através de palavras simples e discretas que o evocam. Recorrendo aos próprios textos, considerá-los-emos no valor que lhes atribui a doutrina atual da Igreja.
Para conhecer os pensamentos e afeições da Virgem podemos ainda basear-nos de uma maneira geral no Antigo Testamento; ele descobre a mentalidade em que se fez a educação religiosa de Maria. Entretanto, na Imaculada Conceição esta mentalidade foi, desde o começo, orientada e iluminada secretamente por uma graça cristã; antes que o Novo Testamento fosse revelado expressamente a Maria, o espírito da mensagem cristã havia-lhe penetrado na alma. Por isso é sobretudo pela experiência da vida cristã que se pode chegar a caracterizar as disposições da Virgem. Semelhante experiência, por mais ordinária que seja, orienta a descoberta do coração da Mãe de Deus.
A Virgem, com efeito, por mais alto que tenha sido colocada entre as criaturas, não teve uma condição totalmente diferente da do cristão; bem ao contrário, a graça agiu nela do mesmo modo como age em todo o homem. Ela seguiu os mesmos caminhos, teve estados de alma análogos aos que experimenta o cristão comum; cultivou as mesmas virtudes fundamentais. Não seria pois conforme à verdade colocar Maria num mundo à parte, como uma pessoa que possuísse desde a sua existência terrestre a visão beatífica ou vivesse na exaltação contínua de sentimentos extraordinários. Semelhante representação tampouco seria honrosa para a Virgem, que se tornaria um ser estranho e factício, efetivamente favorecido com maravilha gratuita. Como os demais homens, Maria teve de subir o caminho íngreme da santidade na fé, na esperança e no amor, nos sofrimentos e na alegria. A sua vida mostra-se assim estreitamente aparentada à nossa. Difere dela somente pela missão única e grandiosa que Deus lhe confiou, e pela perfeição sem número concedida à sua alma. Em razão desta perfeição, a Virgem viveu de maneira extraordinária a vida ordinária do cristão.
Estranhamente próxima e incomparavelmente superior a nós, Maria apresenta-nos uma alma simplicíssima numa beleza excepcional. É mister que elas nos pareça ao mesmo tempo familiar e inexprimível. O seu coração nos é revelado e dado, mas como um mistério. 
~*~
Í N D I C E
INTRODUÇÃO
PRIMEIRA PARTE
A CONSAGRAÇÃO
Capítulo I - Coração Imaculado
Capítulo II - Coração Virginal

SEGUNDA PARTE
O  D E S E N V O L V I M E N T O
Capitulo III - Coração Animado pela Fé
Capítulo IV - Coração Cheio de Esperança
Capítulo V - Coração Estabelecido na Caridade
I. Filha do Pai celeste
II. Esposa do Espírito Santo
III. Mãe do Verbo
IV. Mãe dos homens

TERCEIRA PARTE
DO SOFRIMENTO À GLÓRIA
Capítulo VI - Coração Doloroso
Capítulo VII - Coração Glorioso

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