25 de novembro de 2013

Confiram!!! Transcrição do Catecismo Mariano

Livro de 1947 - 108 págs


     A Virgem Maria, Mãe de Deus, é a mais eminente de todas as criaturas. Por predestinação de Maria, entende-se o lugar especial que ela ocupou no pensamento de Deus ao fixar o plano da criação. A igreja, na liturgia e pela boca de seus doutores, ensina esta gloriosa predestinação. É este fato que explica todos os privilégios que descobrimos na Santíssima Virgem.

ÍNDICE

I. — Vida da Santíssima Virgem
CAPÍTULO I. — Predestinação de Maria. — Leitura: Uma grande graça de N. Sra. da Salette
CAPÍTULO II. — Promessas e figuras de Maria. — Leitura: O culto de Maria no Oriente
CAPÍTULO III. — Vida da Santíssima Virgem antes da Anunciação. — Leitura: Manuel Belgrano
CAPÍTULO IV. — A Anunciação e o nascimento de Jesus. — Leitura: Fragmento de um símbolo de Maria
CAPÍTULO V. — Da fuga para o Egito até a Paixão. — Leitura: História e tradições
CAPÍTULO VI. — últimos anos da Santíssima Virgem. — Leitura: Relíquias da Santíssima Virgem   

II. — Grandezas e culto de Maria
CAPÍTULO VII. — Grandezas e privilégios de Maria. — Leitura: Maria destruiu todas as heresias
CAPÍTULO VIU. — Culto exterior. — As festividades. — Leitura: Estampas e estátuas de Maria
CAPÍTULO IX. — Peregrinações. — Confrarias. — Leitura: O santuário de Nossa Senhora de Lourdes
CAPÍTULO X. — Orações em honra da Virgem Maria. — Leitura: O Rosário na história da França
CAPÍTULO XI. — Práticas diversas. — Leitura: Invocação de Maria  

III. — História do culto mariano
CAPÍTULO XII. — Devoção a Maria. — Leitura: A bondade e sabedoria de Maria
CAPÍTULO XIII. — Necessidade e vantagens da devoção a Maria Santíssima. — Leitura: O culto de Maria no mar
CAPÍTULO XIV. — Imitação das virtudes de Maria. Leitura: O Venerável Padre Champagnat e a Santíssima Virgem
CAPÍTULO XV. — Desenvolvimento do culto de Maria. — Leitura: Dias consagrados a Maria
CAPÍTULO XVI. — A Virgem Maria e as artes. — Leitura: A Santíssima Virgem e a vida religiosa
CAPÍTULO XVII. — Os grandes servos de Maria. — Leitura: N. Sra. Aparecida — Outros casos Suplemento


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OBS.: Que Nossa Senhora, a maior glorificada nesta obra, cumule de bençãos o leitor que a transcreveu e nos enviou.

22 de novembro de 2013

A linguagem doutrinária da Santa Igreja

 pelo Pe. José Lourenço
Livro de 1945 - 246 págs


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O presente livro traz definições breves e acessíveis a todos, dos principais termos (de A a Z) presentes na linguagem doutrinária da Santa Igreja.

CARTA AO AUTOR

Meu reverendo e caro Padre

Muito obrigado por me ter dado ensejo de ler o seu novo livro Dicionário da Doutrina Católica. É um dicionário popular, sem dúvida, mas muito útil e oportuno.
Se a frase do Pe. Mateo, o povo português é o melhor do mundo mas é muito ignorante, é um pouco exagerada quanto à primeira parte, é bem certa e verdadeira quanto à segunda.
A ignorância em assuntos religiosos, mesmo entre a classe culta, é tão grande que por vezes nos espanta e entristece-nos sempre.
Urge combater com todas as nossas forças essa praga, causa de muitos outros males morais.
Ao sacerdote mais do que a ninguém compete ser a luz do mundo e «ir por toda a parte ensinar todos os povos».
Quantas vezes o nosso bom povo pede pão e não há quem lho reparta? (Lam. IV, 4).
Após os numerosos livros e opúsculos de V. R.ma: O Santo Evangelho de Jesus Cristo, Cartas confidenciais sobre o Casamento, Considerações Cristãs, Lições de Doutrina Católica, Vida dos Santos do Calendário Romano, Catequese Prática, Hora Santa, Quadros da História Bíblica, Como Pedrinho conheceu Jesus, O meu livro de Doutrina e de Missa», etc. este vem em boa hora e irá por toda a parte espalhar a boa doutrina. A sua luz modesta, mas segura e clara, muito poderá contribuir para esclarecer os espíritos ávidos de verdade. A todos dará conhecimentos sobre a doutrina católica, em alguns talvez desperte a vontade de a aprofundar mais.
Felicito V. R.ma por teimar em não pôr debaixo do alqueire a candeia acesa e em praticar obras boas, luminosas, das que recomendava o divino Mestre: «luza a vossa luz diante dos homens de tal sorte que, vendo as vossas obras boas, deem glória a vosso Pai que está nos céus» (Mt. V, 16).
Glorificar a Deus, contribuindo para o bem do povo, é bem realizar o belo lema de que fala o Doutor Angélico: contemplata aliis tradere, dar aos outros o fruto da sua contemplação.
Contemplação que é o resultado do estudo e da oração, da graça de Deus e do esforço pessoal. Estudo e esforço que frequentemente são um sacrifício, uma penitência, sobretudo quando outros trabalhos apostólicos absorvem a nossa atividade e nos vão roubando com o tempo as forças e o vigor do espírito.
Ainda assim é para desejar que V. R.ma se imponha muitas destas penitências para bem do povo cristão. Feliz penitência que tão «dignos frutos» produz e que animada pelo amor de Deus e do próximo tanto pode merecer!
Aceite, reverendo e caro Padre, com as felicitações e os agradecimentos reiterados, a expressão de estima e dedicação do
                              V. R.ma
                          ínfimo servo em J. C.

Porto, Páscoa da Ressurreição de
Nosso Senhor Jesus Cristo, 1-IV-1945.
  
                                          Fr. Tomás Maria Videira O. P.

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DUAS PALAVRAS
  
Três fins me propus na organização deste Dicionário:
Ø — Oferecer a Deus o meu trabalho como uma penitência;
Ø — Contribuir para o bem do povo cristão;
Ø  — Glorificar a Deus com o bem que pode produzir.
Penso que os cristãos encontrarão na leitura deste livro: instrução e educação, — os dois requisitos indispensáveis para, com a graça de Deus, poderem viver como verdadeiros cristãos. Assim lhes desejo e assim seja.
O AUTOR.



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OBS.: Agradeço ao leitor que enviou estes arquivos por email e que gentilmente tem colaborado com o blog, certamente Nossa Senhora também o recompensará de forma muito generosa por estar contribuindo para dar maior honra e glória à nossa Santa Madre Igreja!

21 de novembro de 2013

Algumas palavras nesta data especial!!

21 de novembro
Apresentação de Nossa Senhora no Templo

3º Aniversário do Alexandria Católica


 Há preciosas lições para a vida quotidiana, proporcionadas por essa comemoração:
ü como enfrentar os sofrimentos,
ü cumprir as obrigações para com Deus e
üa necessidade de recorrer à Auxiliadora dos Cristãos.

A Apresentação é a festa estabelecida pela Santa Igreja para consagrar a memória de um solene acontecimento na vida de Maria Santíssima, sendo Ela ainda criança.
Uma tradição constante, cuja origem remonta aos primeiros tempos do Cristianismo, nos informa que a Virgem Santíssima, aos três anos de idade, foi apresentada ao Templo de Jerusalém, onde se consagrou em corpo e alma ao Senhor .
O Oriente foi o primeiro a celebrar tal festa, como atesta um tópico da constituição do Imperador Manuel Commeno, em 1143. Dois séculos mais tarde tal comemoração passou ao Ocidente. O Papa Gregório XI introduziu-a no calendário romano, por volta de 1373.
A festa da Apresentação da Bem-aventurada Virgem Maria no Templo, além de celebrar esse episódio da vida de Nossa Senhora, visa recordar também todo o período que vai desde seu nascimento até a Anunciação do Anjo. Ao celebrá-la, a Igreja visa iluminar, tanto quanto possível, o silêncio existente na Sagrada Escritura a propósito do primeiro período da vida de Maria Santíssima.

Dotada da plenitude de suas faculdades, Nossa Senhora fez a Deus voto de castidade, tendo sido a primeira a portar esse sagrado estandarte, sob o qual se alistaram depois legiões de virgens.
Os judeus costumavam consagrar seus filhos ao serviço do Templo e fazer educar as meninas à sombra tutelar do sagrado edifício.
Tendo sabido Maria que seu pai e sua mãe - Joaquim e Ana, cujos nomes significam respectivamente preparação do Senhor e graça - fiéis a tão venerável costume, haviam prometido ao Senhor, ao pedir-Lhe um filho, que Lho ofereceriam, adiantou-se ao seu desejo e quis Ela mesma consagrar-se ao Senhor. E foi a primeira a lhes suplicar que cumprissem sua promessa. "Ana não vacilou, afirma São Gregório de Nissa, em aceder ao seu desejo; levou-A ao Templo, e A ofereceu ao Senhor".

Legiões de Anjos acompanham Maria Santíssima de Nazaré a Jerusalém
Vejamos como Ana e Joaquim fizeram a Deus o oferecimento d’Aquela que mais amavam no mundo. Saíram de Nazaré para Jerusalém, levando nos braços sua querida filha, que era muita pequena para enfrentar as fadigas de uma viagem de trinta léguas.
Associou-se a eles um reduzido número de parentes. "Porém os Anjos, diz São Gregório de Nicomédia, seguiam-nos e acompanhavam em numerosa corte à terna e pura Virgem, que ia oferecer-se no altar do Senhor".
Quando os santos viajantes chegaram ao Templo, Maria Santíssima voltou-se para seu pai e sua mãe, osculou suas mãos, pediu-lhes a bênção e, sem vacilar um instante, subiu ao santuário.
Exemplo para nós: devemos cumprir o dever para com Deus sem delongas e com entusiasmo, recordando-nos daquela frase da Escritura: "Maldito o que faz a obra do Senhor com negligência" (Jer. 48, 10).
O próprio Deus celebrou aquele dia memorável em que viu entrar no Templo sua casta Esposa, porque nunca se havia apresentado uma criatura tão pura e tão santa.

Modelo de filha, esposa, mãe, viúva e sobretudo de virgem
Maria Santíssima apresenta-se sempre como modelo de mulher cristã.
Como filha, ensina o meio de conservar seu mais belo ornato: a inocência.
Como esposa, obedece, ora, trabalha e cala. José decide e Maria parte para Belém, para o Egito, para Nazaré, para Jerusalém. Mansidão, obediência, trabalho, oração e silêncio, eis os exemplos que dá.
Como mãe, Maria ensina à mulher o meio de cumprir o mais sagrado de seus deveres, zelando por seu Filho desde o Presépio até a Cruz. Que as mães católicas nunca abandonem a educação dos que farão sua felicidade ou sua desgraça.
Ainda como mãe, Nossa Senhora ensina à mulher como deve sofrer. Ela ofereceu seu Filho a Deus, consentindo de antemão nos tormentos do Calvário e em presenciar, ao pé da Cruz, a agonia de Jesus. As mães católicas têm em Maria Santíssima o modelo de como devem aceitar os sofrimentos que a Providência consente em lhes mandar, na sua condição de mães: com mansidão, em silêncio, e oferecendo-os continuamente a Deus.
Como viúva, Maria ensina o grande segredo da vida recolhida: as virtudes domésticas, os salutares conselhos, as orações mais longas e as boas obras, tanto mais meritórias ante Deus quanto feitas com mais amor e mais ocultas à vista humana. Eis o exemplo que a Virgem Santíssima proporciona às senhoras que são viúvas.
Porém, pairando acima das condições anteriores, concomitante com todas elas, está sua condição de virgem, imaculada desde a Sua concepção. E não é por acaso que na Ladainha Lauretana a invocação Sancta Virgo Virginum vem logo após a invocação Sancta Dei Genitrix, como a dizer que não poderia ser Mãe de Deus quem não fosse a Virgem das Virgens.
Foi a virgindade de Maria Santíssima que suscitou a vocação em milhões de moças, em toda a história da Igreja, para se oferecerem a Deus como virgens, formando inúmeras congregações e ordens religiosas, para orar, trabalhar, lutar e sofrer enquanto virgens. E quantas não houve, que para defender sua virgindade, não hesitaram em sofrer o martírio! A graça e a fortaleza para praticar tal heroísmo lhes vinha da sublime virgindade da Mãe de Deus.
por Valdis Grinsteins
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Nota do Blog
É com grande alegria que festejamos mais um ano deste apostolado!
Mais um ano se passou e esperamos que os frutos obtidos através do Alexandria Católica possa, cada vez mais, contribuir com as almas que o acessam e com a nossa Santa Madre Igreja.
Agradecemos todas as formas de apoio obtidas durante estes anos, desejamos muitas graças a todos os leitores e, de forma muito especial, àqueles que colaboram para que uma quantidade maior de excelentes e raras leituras sejam aqui divulgadas.
Que Nossa Adorável Mãe, que nunca desampara seus filhos devotos e fiéis, nos proteja e ilumine sempre!
Cordiais saudações a todos,
Salve Maria!  

que Aquela que foi abundantemente favorecida por Deus
não se canse de distribuir Suas graças
para todos os fiéis que à Ela recorrem.

20 de novembro de 2013

Obra honrada com um breve de S. S. Pio IX

Monsenhor de Ségur
Livro de 1903 - 141 págs





Tive a honra de levar aos pés do Nosso Santo Padre o Papa Pio IX o presente opúsculo e recebi com extrema alegria, de Sua Santidade, as preciosas e animadoras expressões, contidas no Breve Apostólico, cujo teor é o seguinte:
Caro Filho, Saúde e Benção Apostólica!
Estamos maravilhados por ver o zelo com que defendeis incessantemente a causa da religião e combateis com especialidade os erros que, envolvendo-se audazmente no manto da ciência, se insinuam com mais facilidade nos espíritos e se espalham em larga escala.
Estes livrinhos que estão ao alcance de todas as inteligências, e que podem chegar facilmente a todas as mãos, desmascaram os embustes dos inimigos da Igreja e refutam os seus sofismas. São eles tanto mais oportunos, na presente época em que, por uma parte os erros loucos dos ímpios são inculcados ao povo com mais ardor e insistência, e por outra parte o nosso século, bastante leviano, é incapaz de se entregar à leitura de obras mais profundas. Por estas razões Nós pressagiamos ao vosso trabalho frutos abundantes; e entretanto, como penhor da Benção Divina, como testemunho da Nossa gratidão e do Nosso particular agrado, vos enviamos com extremoso amor a Benção Apostólica.
Dado em S. Pedro de Roma, a 5 de Fevereiro de 1868, no vigésimo segundo ano do Nosso Pontificado.
PIO PP. IX.



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OBS.: Agradeço, de forma especial, a alma caridosa que, muito gentilmente, digitalizou este arquivo e enviou para o blog ajudando assim na formação de tantos que buscam o verdadeiro conhecimento. Que Nossa Senhora lhe recompense muito e sempre. 

18 de novembro de 2013

Tanto para os catequistas como para as crianças

Abbé Quinet
Livro de 1937 - 144 págs


Em nosso relatório sobre o Catecismo e as Vocações, apresentado ao quinto Congresso Nacional de Recrutamento sacerdotal de Nancy, em 1929, lembramos a possibilidade de fazer ouvir discretamente o apelo de Deus na explicação de cada capítulo do catecismo.
Este trabalho, hoje o oferecemos a todos os que se preocupam com o problema das vocações sacerdotais.
A presente obra foi redigida de modo que possa servir tanto para os catequistas como para as crianças.
Os catequistas encontrarão nela as ideias que deverão desenvolver, adaptando-as à mentalidade de seus ouvintes.
As crianças, que recebem a instrução religiosa elementar, guardarão dos conceitos aqui expendidos uma reminiscência bastante duradoura. Assim, lendo este livrinho, tornarão a sentir as impressões dos dias em que aprendiam o catecismo e talvez tenham a felicidade de ouvir o apelo de Jesus a que os apóstolos não resistiram: Vinde, segui-me!
C. Q.

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ÍNDICE GERAL
À margem do primeiro capítulo do catecismo
À margem do capítulo — O Símbolo dos Apóstolos
À margem do capítulo — Deus
À margem do capítulo — Os Mistérios
À margem do capítulo — Os Anjos
À margem do capítulo — A Queda do Homem
À margem do capitulo — O Mistério da Encarnação
À margem do capítulo — A Vida de Jesus Cristo
À margem do capítulo — A Divindade de Jesus
À margem do capítulo — O Mistério da Redenção
À margem do capítulo — Descida de Jesus Cristo aos Infernos
À margem do capítulo — O Espírito Santo
À margem do capítulo — A Igreja
À margem do capítulo — Os sinais da Igreja
À margem do capítulo — Os Pastores da Igreja
À margem do capítulo — Os fiéis da Igreja
À margem do capítulo — À comunhão dos Santos
À margem do capítulo — Dos Novíssimos do Homem
À margem do capítulo — Os Mandamentos de Deus
À margem do capítulo — As Virtudes Teologais
À margem do capítulo — A Caridade
À margem do capítulo — O Culto Divino
À margem do capítulo — O Culto da SS. Virgem
À margem do capítulo — Os religiosos
À margem do capítulo — O terceiro mandamento
À margem do capítulo — O quarto Mandamento
À margem do capítulo — Os Mandamentos da Igreja
À margem do capítulo — O pecados e os Vícios
À margem do capítulo — A Vida Sobrenatural
À margem do capítulo — Os Sacramentos
À margem do capítulo — O Batismo
À margem do capítulo — A Confirmação
À margem do capítulo — A Penitência
À margem do capítulo — A Eucaristia
À margem do capítulo — A Extrema Unção
À margem do capítulo — O Matrimônio
À margem do capítulo — A Ordem
À margem do capitulo — O quinto Mandamento
À margem do capítulo — O sexto e nono Mandamentos
À margem do capítulo — O sétimo e décimo Mandamentos
À margem do capítulo — O oitavo Mandamento

14 de novembro de 2013

Excelente livro sobre a devoção do Santo Rosário!!

Sermões de Padre Antônio Vieira
Livro de 1949 - 289 págs


MOTIVOS DA PRESENTE EDIÇÃO

Nenhum clássico da literatura portuguesa e, pode-se mesmo dizer, da literatura universal, teve melhores motivos para cantar as excelências do Rosário, do que o gênio do Padre Vieira.
O motivo de ser cristão, o motivo de ser padre, o motivo de ser jesuíta e jesuíta português, o motivo de ser gênio e gênio nascido de um milagre da Virgem, que melhores motivos?
Ser cristão é ter-se um dia sepultado na fonte do Batismo, para “renascer da água e do Espírito Santo(1)”, com a limpidez, na inteligência, das verdades reveladas, e contidas inteiramente nas orações do Rosário, vocais e mentais.
Ser padre é ser um vivo portador do Credo, um credenciado realizador do Padre Nosso e um perpetuo cantor da Ave Maria, para a glória do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Ser jesuíta é escolher, entre “duas bandeiras”, a bandeira de Jesus e marchar na “Companhia” exercitada pela Virgem de Manresa.
Ser lusitano é pertencer àquele Povo que sempre teve, para Nossa Senhora, “finezas altas e afamadas”, e que ficou muito bem representado no torneio dos Doze de Inglaterra:
“A Dama como ouviu que este era aquele
Que vinha a defender seu Nome e fama (2)”.
Ser gênio é ter olhos de lince para enxergar o que poucos enxergam e é ter asas leves e vigorosas para subir aonde sobem as águias.
O gênio do Padre Vieira nasceu de um milagre da Virgem e, com ser um gênio de milagre, é um milagre de gênio que, alcandorando-se, carregou do ninho as contas do Santo Rosário, que brilham como estrelas na amplidão de sua eloquência.
*
*  *
Todo esse conjunto excepcional de motivos que concorreram na inteligência do Padre Vieira, concorre felizmente agora para que a Oficina do Rosário consiga realizar o que tanto deseja.
A Oficina do Rosário é uma instituição fundada em 6 de Abril de 1946, na Cidade do Salvador da Bahia, e que tem por finalidade restabelecer nas Famílias a antiga tradição brasileira do Rosário em comum, e confeccionar Terços para a distribuição gratuita entre os pobres. [...]
*
* *
De todos os meios a seu alcance tem-se servido esta sociedade de Nossa Senhora, para difundir a devoção do Rosário.
Serve-se agora dos sermões de Vieira, que são os mais profundos, os mais altos e os mais coloridos de pétalas ricas, de quantos recendem a rosas do Santo Rosário. [...]
Bahia, festa de Nossa Senhora do Rosário em 1949.
Pe. Francisco de Sales Brasil
__________
(1)   Joan., III, 5.
(2) Camões, Lusíadas, VI, 63.


11 de novembro de 2013

Necessidades mais urgentes dos tempos atuais

Pierre Fernessole
Livro de 1966 - 127 págs


Este modesto livrinho. Depois de lembrar, suscintamente, os ensinamentos de Gregório XVI, Pio IX, Leão XIII, Pio X, Bento XV e particularmente Pio XI, graças à sua inolvidável “Divini illius Magistri” oferece os textos (encíclicas, discursos e cartas) essenciais do imortal Pio XII, atinentes à educação da juventude.
Brotam, desta forma, das páginas suculentas deste livro, em estilo conciso, quase lapidar, os respectivos direitos da família hoje tão insidiados por uma filosofia materialista e, por tantas legislações que os postergam, quando seria seu dever tutelá-los; os da Igreja, sagrados, eternos e imutáveis; e os do Estado no setor da educação.
Os princípios fundamentalistas da educação e a grandeza da função pedagógica; a natureza da educação cristã e o lugar indiscutível que o ensinamento religioso ocupa na educação civil, são nitidamente marcados nestas páginas luminosas.

~ * ~
ÍNDICE
Introdução
Principais Ensinamentos dos Predecessores de Pio XII
Gregório XVI
Pio IX
Leão XIII
Pio X
Pio XI
Pio XII e a Educação da Juventude
Princípios fundamentais da Educação
Grandeza e excelência da função educadora
O que é educação cristã?
Lugar do ensino da doutrina e do catecismo na educação
Ensino superior especialmente católico
Apêndice
Declaração do Concílio Vaticano II sobre a Educação da Juventude
Proêmio
Conclusão
Epílogo

5 de novembro de 2013

É preciso, pois, meditar no inferno enquanto é tempo

Se Existe
O que é
Como poderemos evitá-lo
Monsenhor de Ségur
Livro de 1905 - 147 págs


INDÍCE

Prólogo
Se Existe Inferno
Há inferno: tem sido esta a crença de todos os povos em todos os tempos
Há inferno: o inferno não foi nem podia ser inventado  
Há inferno: Deus revelou-nos a existência dele
Se é certo que existe inferno, como é que nunca ninguém voltou de lá
O dr Raymundo Diocres
O religioso de S. Antonino
A meretriz de Nápoles
O amigo do conde Orloff
A senhora do bracelete de ouro
A prostituta de Roma
Porque é que tanta gente se esforça em negar a existência do inferno
Embora os mortos ressuscitassem muitas vezes, o ímpio não acreditaria no inferno
O que é o Inferno
Das ideias falsas e supersticiosas acerca do inferno
O inferno consiste, em segundo lugar, na grande pena de condenação
O inferno consiste em segundo lugar, na pena horrível do fogo
O fogo do inferno é sobrenatural e incompreensível
O P. Bussy e o mancebo libertino
Os três filhos de um velho usurário
Meus filhos, evitai o inferno!
O fogo do inferno é um fogo corporal
O fogo do inferno, ainda que é corporal, atormenta as almas
O capitão ajudante-mór de Saint-Cyr
A mão queimada de Foligno
O fogo do inferno é tenebroso (visão de Santa Tereza)
De outras penas muito grandes, que acompanham o sombrio fogo do inferno
Da Eternidade das Penas do Inferno
A eternidade das penas do inferno é uma verdade de fé revelada
O inferno é necessariamente eterno, atenta a natureza da eternidade
Segunda razão da eternidade das penas: a falta de graça
Terceira razão da eternidade das penas: a perversidade da vontade dos condenados
Se é verdade que Deus é injusto punindo com penas eternas, faltas de um momento
Se sucede o mesmo com os pecados de fragilidade
Quais são os que trilham o caminho do inferno
Se podemos estar certos de que se condenou alguém que vimos morrer mal
Conclusões práticas
Sair imediatamente e a todo o custo, do estado de pecado mortal       
Evitar cuidadosamente as ocasiões perigosas e as ilusões
Assegurar a sua salvação eterna com uma vida seriamente cristã

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BREVE
DIRIGIDO POR
Sua Santidade o Papa Pio IX ao Autor
__________
PIO IX, PAPA
Amado Filho, Saúde e Benção Apostólica. 
Nós vos felicitamos de todo o coração por não deixardes de seguir fielmente e com tanto proveito a vossa vocação de arauto do Evangelho. As vossas publicações são bem depressa espalhadas entre o povo por meio de milhares de exemplares.
Se os vossos escritos são tão procurados, é porque agradam; e se não tivessem o dom de atrair os espíritos, de penetrar até ao íntimo dos corações e de produzir neles os seus bené­ficos efeitos, não poderiam agradar.
Aproveitai, pois, a graça que Deus vos con­cedeu, continuai a trabalhar com ardor e a cum­prir vosso ministério de evangelização.
Quanto a Nós, vos prometemos fia parte de Deus uma grandiosa proteção para poderdes tra­zer ao caminho da salvação um número de almas cada vez mais considerável, e granjeardes deste modo uma magnífica coroa de glória.
Nesta expectativa, recebei, como penhor da proteção divina e dos outros dons do Senhor, a Benção Apostólica, que vos concedemos, muito amado Filho, com todo o afeto do Nosso cora­ção, para vos testemunhar a Nossa paternal benevolência.
Dado em Roma, junto de S. Pedro, aos 2 de Março de 1876, trigésimo ano do Nosso Ponti­ficado.
Pio IXPapa


~ * ~



Era em 1837. Dois alferes, ainda moços, que, há pouco, tinham saído de Saint-Cyr, visitavam os monumentos e raridades de Pa­ris. Entraram na igreja da Assunção, junto das Tulherias, e estacaram a observar os qua­dros, as pinturas e todas as obras artísticas daquele belo edifício. Nem sequer pensa­vam em orar.
Um deles viu ao pé de um confessionário um padre, ainda novo, com sobrepeliz, que adorava o SS. Sacramento.
— Olha para este padre, disse ao seu camarada; sem dúvida es­pera por alguém.
— Talvez por ti, respondeu o outro rindo-se.
— Por mim? Para que?
— Quem sabe? Talvez para te confessar.
— Para me confessar?! Pois bem, apostas que sou ca­paz de lá ir?
— Tu, ires confessar-te?! Ora! E pôs-se a rir, sacudindo os ombros.
— Apos­tas? repetiu o novo oficial, com um modo zombeteiro e decidido. Apostemos um bom jantar, acompanhado de uma garrafa de vinho de Champagne.
— Aceito a aposta do jantar e do vinho. Desafio-te a ires confessar-te.
Dito isto, o outro dirigiu-se ao padre e falou-lhe ao ouvido; este levantou-se, entrou no confessionário, enquanto o fingido penitente lançava para o seu camarada um olhar de vencedor, e ajoelhava como para confessar-se.
«Tem graça!», murmurou o outro; e assentou-se, para ver em que viria aquilo a parar. Esperou cinco minutos, dez minutos, um quarto de hora. «O que é que ele faz?, perguntava a si mesmo, com uma curiosidade quase impaciente. O que poderá ele ter dito todo este tempo?»
Enfim, o confessionário abriu-se, o padre saiu com o semblante animado e grave, e, depois de ter sondado o jovem militar, entrou na sacristia. O oficial levantou-se também, vermelho como a crista de um galo, puxando pelo bigode com ar um pouco dissimulado, e deu sinal ao seu amigo que o seguisse, afim de saírem da igreja.
«Que é isso?, disse este. O que foi que te aconteceu? Sabes que te demoraste quase vinte minutos com o padre? Palavra de honra, julguei por um momento que ias confessar-te deveras. Com efeito, ganhaste bem o teu jantar. Queres que seja esta tarde?
—Não, respondeu o outro com mau humor; hoje não. Qualquer dia nos veremos. Tenho que fazer e preciso de me retirar de ti.»
Apertando a mão de seu companheiro, afas­tou-se precipitadamente, de má catadura.
O que se teria passado, entre o alferes e o confessor? Ei-lo: Apenas o padre abriu a portinha do confessionário, conheceu, pelas maneiras do jovem oficial, que este ia ali, não para confessar-se, mas para fazer zombaria. Tinha ele ousado dizer-lhe, concluin­do não sei que frase: «A religião! con­fissão! Eu zombo de tudo isso!»
O padre era homem atilado. «Perdão, meu caro senhor, disse interrompendo-o com brandura; vejo que o que fazeis não é a sério. Deixemos de parte a confissão e con­versemos alguns instantes. Gosto muito dos militares, e, segundo me parece, vós sois um jovem bom e amável. Dizei-me: qual é a vossa graduação?» O oficial começava a conhecer que tinha cometido uma sandice. Contente por achar um meio de sair deste estado, respondeu cortesmente:
«— Sou apenas alferes. Saí ainda há pouco de Saint-Cyr.
— Alferes? E ficareis muito tempo alferes?
—Eu sei lá. Dois anos, ou três anos, quatro anos talvez.
—E depois?
—Depois passarei a tenente.
— E depois?
— Depois serei capitão.
—Capitão? em que idade se pode ser capitão?
— Se tiver fortuna, respondeu o oficial sorrindo, posso ser capitão aos vinte e oito ou vinte e nove anos.
— E depois?
— Oh! depois é difícil. Fica-se muito tempo capitão. Depois passa-se a major, em seguida a tenente-coronel, e depois a coronel.
Muito bem! Aí estais vós coronel aos quarenta ou quarenta e dois anos de idade. E depois?
— Depois serei general de brigada e depois general de divisão.
— E depois?
— Depois não resta senão o grau de marechal; mas as minhas aspirações não chegam a tanto.
— Embora; mas não chegareis a casar-vos?
— Talvez chegue, talvez; mas será só quando for oficial superior.
— Pois bem! Então sereis casado, oficial superior, general de brigada, general de divisão o talvez até marechal de França, quem sabe? E depois, senhor?, acrescentou o padre com autoridade.
— Depois? depois? replicou o oficial, quase confuso. Oh! crede; não sei o que sucederá depois.
— Vede como isto é singular, disse então o sacerdote com um acento cada vez mais grave. Sabeis o que se passará até então e não sabeis o que depois sucederá. Pois bem, eu o sei e vou dizê-lo. Depois, senhor, morrereis. Apenas morrerdes, aparecereis diante de Deus para serdes julgado. Se continuardes a viver como até agora, sereis condenado e ireis arder eternamente no inferno. Eis-aqui o que depois sucederá!»
O mancebo, aterrado e enfastiado deste remate, parecia querer esquivar-se. «Um instante mais, senhor, continuou o padre. Tenho ainda algumas palavras a dizer-vos. Sois honrado, não é verdade? Pois bem, eu também o sou. Viestes aqui zombar de mim; deveis por isso dar-me uma reparação. Peço-a, exijo-a em nome da honra. Será além disso muito simples. Haveis de me afiançar que, por espaço de oito dias, de noite, antes de vos deitardes, posto de joelhos, direis em voz alta: «Um dia hei de morrer, mas rio-me disso. Depois da minha morte serei julgado, mas rio-me disso. Depois do meu julgamento serei condenado, mas rio-mo disso. Ireis arder eternamente no inferno, mas rio-me disso.» Direis isto; mas dais-me a vossa palavra de honra de que não haveis de faltar, não é verdade?»
O alferes, cada vez mais enfadado, querendo a todo o custo sair daquele embaraço, prometeu tudo e em seguida o bom padre despediu-o com bondade, acrescentando: «Não preciso, meu caro amigo, dizer que vos perdoo de todo o meu coração. Se tiverdes necessidade de mim, aqui me achareis sempre no meu posto. Não vos esqueçais da palavra dada.» Depois separaram-se, como vimos.
O novo oficial jantou só. Via-se que estava vexado. À noite, antes de se deitar, hesitou um pouco; mas tinha dado sua palavra de honra; não faltou ao prometido, «Morrerei, serei julgado; irei talvez para o inferno...» Não teve animo de acrescentar: «rio-me disso.»
Assim decorreram alguns dias. Sua penitência lembrava-lhe continuamente e parecia zunir-lhe aos ouvidos. A sua índole, como a das noventa e novo centésimas partes dos mancebos, tinha mais de dissipado que de mau. O oitavo dia não passou sem que o oficial voltasse, então desacompanhado, à igreja da Assunção. Confessou-se com contrição sincera, e saiu do confessionário com o rosto banhado de lágrimas e a alegria no coração.
Segundo alguém me certificou, ele foi depois um digno e fervoroso cristão. Foi a meditação do inferno que, com a graça de Deus, operou aquela mudança. Ora, o fruto que ela produziu no espirito deste novo oficial, porque o não produzirá no vosso, caro leitor?
É preciso, pois, meditar no inferno enquanto é tempo.
Cumpre pensar no inferno. É uma questão pessoal a sua existência, e, confessai-o, é profundamente temível. Aquela questão é proposta a cada um de nós; e, bom ou mau grado nosso, necessita de uma solução positiva.
Vamos pois, se quiserdes, examinar, breve mas rigorosamente, duas coisas: 1ª. se existe inferno; 2ª. o que é o inferno. Apelo aqui unicamente para a vossa fé e probidade.

Qualquer quantia tem grande valor

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O SANTO DE AUSCHWITZ

Assim dizia São Maximiliano Kolbe:

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