7 de agosto de 2013

Para quem sinceramente procura conhecer a Deus...

Dom Estevão Bittencourt, O.S.B.
Livro de 1956 - 266 págs



O estudo da Sagrada Escritura desperta cada vez maior interesse em nossos dias. Os problemas da hora presente têm obrigado os homens a recorrer sequiosamente às fontes onde possam encontrar a sabedoria da vida, as normas para proceder no momento atual. Ora entre essas fontes se acham em lugar eminente os livros da Bíblia, que contêm os princípios sobre os quais se construíram quase 20 séculos de civilização cristã. É o que explica que estudiosas de correntes assaz diversas estejam voltando atenção crescente para a Escritura Sagrada e as questões a elas atinentes; haja vista o grande interesse com que têm sido analisados por católicos, protestantes, judeus e racionalistas os manuscritos recém-descobertos junto ao Mar Morto (alguns julgaram poder haurir deles nova compreensão da civilização contemporânea). Em particular, aos fiéis católicos impõe-se a necessidade de aprofundarem seus conhecimentos de Sagrada Escritura, já que esta é o manancial por excelência da vida e da piedade cristãs.
Contudo não é fácil, ao primeiro contato, compreender os livros da Bíblia; foram redigidos em épocas muito remotas (os mais recentes datam do fim do séc. I d.C., enquanto os mais antigos são do séc. XIII a.C.), em ambiente semita ou helenista e segundo modos de falar bem diversos dos que hoje estio em uso. Principalmente o Antigo Testamento apresenta dificuldades, não raro ventiladas em conferências ou em simples conversas de amigos. Católicos e não-católicos nessas ocasiões gostariam de conhecer melhor a mentalidade, a alma religiosa, que movia os judeus do Antigo Testamento: gostariam também de possuir normas objetivas, derivadas da moderna filologia, arqueologia, etc., que os ajudassem a interpretar as passagens controvertidas.
Foi em vista de tais dificuldades que o presente livro se originou.
A obra começa por propor algumas noções concernentes à redação dos livros sagrados: o conceito de inspiração bíblica (esta não dispensa, mas, ao contrário, utiliza o cabedal de cultura, rica ou pobre, de um autor humano), a mentalidade e os modos de falar característicos dos judeus (o "gênio" da língua hebraica), o emprego de antropomorfismos, nomes e números na literatura semita. Vêm depois questões referentes ao conteúdo dos livros sagrados: antes do mais, é exposto o significado positivo, o valor perene que o Antigo Testamento possui para todo cristão; seria impossível entender os Santos Evangelhos e os escritos dos Apóstolos, caso se quisesse fazer abstração dos livros do Antigo Testamento; Jesus não veio
extinguir a Lei, isto é, os livros sagrados pré-cristãos, mas consumá-la e levá-la à sua plenitude (cf. Mt 5,17); no Antigo Testamento, pois, se encontram os prenúncios e os primeiros "moldes" (a expressão é de Santo Agostinho!) dos grandes dons que o cristãos possuem. A seguir, são consideradas dificuldades especiais que as páginas do Antigo Testamento apresentam ao leitor cristão: moralidade muito rude, que permitia o exercício do talião, o extermínio dos inimigos, as imprecações, a poligamia; as intervenções muito fortes de Deus irado; o papel de relevo atribuído a doenças e sonhos; as noções concernentes à vida póstuma e a justa sanção divina; certos milagres da história de Israel cujas proporções parecem derrogar à Sabedoria divina (a queda dos muros de Jericó, a passagem do Mar Vermelho e do Jordão, as 10 pragas do Egito, o maná no deserto, o asno de Balaão que “falou”, a cabeleira de Sansão, etc.). Tudo se encerra com um guia prático para a leitura da Bíblia.
Muitas das hesitações suscitadas pelo Antigo Testamento se dissipam, caso o leitor tome consciência de que a história do povo israelita anterior a Cristo equivale a um processo de lenta pedagogia divina; o Senhor Deus, tendo-se revelado a homens rudes ou moralmente infantis, a fim de os fazer colaborar num plano muito elevado, não quis remodelar repentinamente os hábitos e conceitos dessa gente; apenas  houve por bem eliminar tudo que nesse patrimônio de cultura era contrário à ideia de um Deus único, santo, Remunerador dos bons e Punidor dos maus. Aos poucos, no decorrer de 18 séculos, o Mestre Divino foi burilando as categorias de pensamento de Israel, preparando o gênero humano a ouvir um dia a mensagem desconcertante; "Bem-aventurados os que choram..., os que têm fome e sede... Amai até mesmo os vossos inimigos."
A obra se destina a todas as pessoas que, movidas por interesse sincero, queiram desfrutar a riqueza de livros que inspiraram amor e heroísmo a gerações e gerações de judeus e cristãos.

11 comentários:

patricia disse...

oi gostaria de saber se vocês tem um livro chamada abeçario da espiritualidade, francisco de ozuna amei o blog parabéns

A_Católica disse...

Salve Maria!

Talvez seja este o livro que vc procura e poderá adquiri-lo aqui:

http://ffb.org.br/site/index.php?option=com_k2&view=item&id=209%3Aterceiro-abeced%C3%A1rio&Itemid=66

Saudações!

Anônimo disse...

Nossa, mais a cópia deste livro (provavelmente escrita a mão no teclado) contém muitos erros de escrita, tem como corrigir não? Pois, tem muitos erros, mais, muitos erros mesmo!

A_Católica disse...

Salve Maria!

Este livro não foi digitado, foi apenas digitalizado, portanto estes erros q diz, acredito que sejam, talvez, de outro livro e vc escreveu o comentário na postagem errada...

Saudações!

Igor Gonçalves disse...

Caiu o link.

A_Católica disse...

Salve Maria. Igor!

Conforme esclarecido acima: "Alguns links dos arquivos disponibilizados através do 4SHARED estão temporariamente desativados. Por favor, aguarde, aos poucos eles estão sendo reativados e, enquanto espera, não esqueça de rezar por este apostolado. Deus lhe pague!"

Saudações!

Larissa Maciel disse...

Ansiosa para o link voltar, quero muito ler essa obra!

A_Católica disse...

Salve Maria, Larissa!

O link foi retificado!
Não deixe de contribuir com o blog qdo puder,

Saudações!

Larissa Maciel disse...

Nossa, que rápido! Muito obrigada!
Contribuirei com certeza :)
Salve Maria!

Ana Maria Ramalho disse...

Para fazer download de um livro é preciso fazer doação?

Alexandria Católica disse...

Salve Maria, Ana!

Todos os downloads são gratuitos e vc pode ajudar se quiser para que possamos mantermos o blog sempre ativo,

Saudações!

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