26 de fevereiro de 2013

Livro que poderá auxiliar os sacerdotes que queiram aprender a celebrar a Santa Missa Gregoriana

D. Hildebrando P. Martins, O.S.B.
Livro de 1949 - 139 págs
Fonte

Desde a promulgação da encíclica Mediator Dei, um dos primeiros frutos que constatamos é o crescente interesse por uma compreensão mais profunda do sentido e do valor do Sacrifício Eucarístico - centro da vida cristã.
Por toda parte se tem procurado explicar aos fiéis em "semanas da Missa", nas paróquias, nos colégios, nos catecismos e nos círculos de estudos da Ação Católica, o significado teológico e histórico da Santa Missa.
O livro que apresentamos é mais uma contribuição a esse apostolado, que vai conquistando seu lugar de honra em nosso Brasil.
Reunimos nestas páginas o essencial para dar aos fiéis uma noção clara, simples e concisa. Para isso nos servimos de gráficos e fotografias, que serão de grande utilidade para professores e catequistas, principalmente quando é tão escasso o material catequético existente.
As fotografias da Missa foram-nos cedidas pelo R. P. Robert E. Southard, S. J., da St. Louis University, por intermédio da The Queen's Work (3115 So. Grand, St Louis 18, Mo. U.S.A.), que nos concedeu o direito exclusivo de reprodução no Brasil.
Prestaram-nos também valioso auxílio, alguns trabalhos de D. Odo Casel, O.S.B., Pius Parsch, H. Ch. Chéry O.P., e Z. de Korte.
A dedicada executora dos gráficos os nossos sinceros agradecimentos pela perfeição dos desenhos.
Aceitamos, com prazer, sugestões e críticas para uma nova edição. Nosso desejo é apresentar algo que seja de real utilidade a quantos procuram penetrar cada vez mais profundamente no mistério augusto do Altar, nossa fonte de vida sobrenatural e razão de ser do nosso Batismo.
Ao Rei dos séculos, imortal e invisível, ao Deus único seja dada toda a honra e glória pelos séculos dos séculos sem fim.

Abadia Nullis de Nossa Senhora do Monserrate (Mosteiro de São Bento) do Rio de Janeiro, 2 de Fevereiro de 1949.
D. Hildebrando P. Martins, O.S.B.

Sumário

I - Que é a Missa
II - Ordinário da Missa
III - Lugares / Objetos / Vestes
IV - O Missal
V - O Ano Litúrgico


21 de fevereiro de 2013

Das Obras de Santa Teresa de Jesus

Escrito por ela mesma
Livro de 1939 - 301 págs
Prólogo

JESUS
Por experiência tenho visto, sem falar no que em muitas partes tenho lido, o grande bem que é para uma alma o não se apartar da obediência. Entendo ser este o meio de se ir cada um adiantando na virtude e cobrando humildade; está nisto a segurança contra o temor de errar o caminho do Céu, e é bom que nós mortais o tenhamos enquanto vivemos nesta terra. Aqui se acha a paz, tão prezada das almas que desejam contentar a Deus. Com efeito, se deveras resignaram e renderam o entendimento a esta santa obediência, não querendo ter outro parecer senão o do Confessor — e o do Prelado, se são Religiosos, — cessa o demônio de acometer com suas contínuas inquietações, vendo que sai com perda em vez de ganho. Igualmente, nossos agitados apetites, amigos de se satisfazerem e até de sujeitarem a razão em coisas do contentamento próprio, sossegam vendo que determinadamente submetemos nossa vontade à de Deus por meio da sujeição aos seus representantes. Tendo-me Sua Majestade, por sua misericórdia, concedido luz para conhecer o grande tesouro encerrado nesta preciosa virtude, tenho procurado exercitá-la, ainda que fraca e imperfeitamente. Isto não impede que muitas vezes sinta repugnância para levar a termo algumas coisas que me mandam, quando entendo não ser suficiente a pouca virtude que vejo em mim. Digne-se Sua Majestade suprir o que me falta para a presente obra.
Estando eu no mosteiro de São José de Ávila, no ano de 1562, em que se fundou, recebi ordem do Padre Frei Garcia de Toledo, Dominicano, então meu Confessor, para escrever a fundação do mesmo mosteiro com outras muitas coisas que se verão algum dia se saírem à luz. Agora em Salamanca, onde estou, no ano de 1573, onze anos mais tarde, um Padre Reitor da Companhia, chamado Mestre Ripalda, meu Confessor, viu o livro que trata da primeira fundação. Julgou do serviço de Nosso Senhor escrever-se uma notícia sobre os sete mosteiros que de então para cá, pela bondade do Senhor, se hão fundado, juntamente com as origens dos mosteiros dos Padres Descalços da primeira Ordem, e mandou-me que a fizesse. Pareceu-me coisa impossível por causa dos muitos negócios, quer de cartas, quer de outras ocupações forçosas mandadas pelos Prelados. Enquanto me encomendava a Deus, um tanto aflita por me ver com tão pouca capacidade e com má saúde, — que, ainda sem este acréscimo muitas vezes me parecia excessivo o trabalho para a minha fraca natureza, — disse-me o Senhor: “Filha, a obediência, dá forcas”.
Permita Sua Majestade que assim aconteça, e dê-me graça para acertar eu a dizer, em seu louvor, as mercês por sua mão derramadas sobre nossa Ordem no curso destas fundações. Pode-se ter por certo que usarei de toda a verdade, sem encarecimento algum, ao menos consciente, e que direi tudo exatamente como se passou. Se por nenhuma cousa da terra, quisera eu mentir, mesmo em ponto de mínima importância, quanto mais teria grande escrúpulo de o fazer, nisto que escrevo para que Nosso Senhor seja glorificado. Seria, a meu ver, não só perder tempo, mas enganar com as coisas divinas, e tirar delas ofensa e não louvor de Deus; o que seria grande traição. Sua Majestade, por quem é, jamais me deixe de sua mão, a ponto de cometer eu tal crime. Tratarei de cada fundação particularmente, procurando abreviar; mas talvez não o consiga, porque é tão pesado meu estilo, que receio bem cansar a mim e aos outros, apesar de todos os meus esforços. Como, porém, este escrito há de reverter às minhas filhas depois de meus dias, elas, com o amor que me têm, saberão relevar meus defeitos.
No que escrevo, de nenhum modo procuro proveito meu, nem há razão para isto; tenho em vista unicamente o louvor e glória de Nosso Senhor, pois muitas coisas levarão a glorificá-lo. Não permita Sua Majestade que passe pela cabeça dos que isto lerem, a lembrança de me atribuir merecimento algum. Seria ir contra a verdade. Peçam antes ao Senhor que me perdoe o mau uso que fiz de tantas mercês. Muito mais razão tendes, minhas filhas, de vos queixar de mim, do que motivo de me dar graças pelo que está feito. Agradeçamos todas, filhas minhas, à Divina Bondade tantos benefícios que nos tem concedido. A quem isto ler peço por amor de Deus uma Ave-Maria que me ajude a sair do Purgatório e chegar a ver Jesus Cristo Nosso Senhor, que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo por todos os séculos. Amém.
Por minha pouca memória, creio que omitirei muitas coisas bem importantes e direi outras que poderia excusar. Em suma, mostrarei em tudo meu pouco engenho e saber, e também a falta de vagar com que escrevo. Recebi ordem igualmente de tratar de algumas coisas de oração sempre que se apresentar oportunidade, assim como dos enganos que no caminho espiritual podem impedir o progresso das almas. Submeto-me em tudo ao ensino da Santa Igreja Romana, e quero que este escrito antes de chegar às vossas mãos, irmãs e filhas minhas, seja examinado por homens doutos e pessoas espirituais. Começo em nome do Senhor, tomando por intercessores a sua gloriosa Mãe, de quem trago o hábito, embora indigna, e a meu glorioso Pai e Senhor São José, que sempre me tem valido com seu patrocínio, e em cuja casa estou, pois tem seu nome este nosso mosteiro de Descalças.
No ano de 1573 , dia de São Luiz rei de França, que é aos 24 de Agosto. (*)


__________
(*) Escrevia a Santa Madre nas primeiras vésperas da festa que se celebra no dia seguinte 25 de Agosto.


18 de fevereiro de 2013

Escrito originalmente em grego por São João Clímaco


PRÓLOGO
CAPÍTULO I—Da renúncia e menosprezo do mundo
CAPÍTULO II—Da mortificação das paixões vitória sobre apetites e afetos
CAPÍTULO III—Da verdadeira peregrinação
CAPÍTULO IV—Da perfeita obediência
CAPÍTULO V—Da penitência
CAPÍTULO VI—Da memória da morte
CAPÍTULO VII—Do pranto de compunção
CAPÍTULO VIII—Da mortificação da ira
CAPÍTULO IX—Do esquecimento das injúrias
CAPÍTULO X—Do horror à detração
CAPÍTULO XI—Do comedimento nas palavras
CAPÍTULO XII—Da veracidade
CAPÍTULO XIII—Da solicitude e diligência
CAPÍTULO XIV—Da temperança e do jejum
CAPÍTULO XV—Da castidade
CAPÍTULO XVI—Horror à avareza e coragem na pobreza
CAPÍTULO XVII—Da piedosa sensibilidade
CAPÍTULO XVIII—Prevenção contra o sono vicioso e disposição para os ofícios divinos
CAPÍTULO XIX—Das sagradas vigílias
CAPÍTULO XX—Prevenção contra o temor temerário ou pueril
CAPÍTULO XXI—Prevenção contra a vanglória
CAPÍTULO XXII—Prevenção contra a soberba
CAPÍTULO XXIII—Horror à blasfêmia
CAPÍTULO XXIV—Da mansidão e simplicidade
CAPÍTULO XXV—Da altíssima humildade, vencedora de todas as paixões
CAPÍTULO XXVI—Da discrição
CAPÍTULO XXVII—Da sagrada quietude do corpo e da alma
CAPÍTULO XXVIII—Da oração
CAPÍTULO XXIX—Da paz de espírito
CAPÍTULO XXX—Da união e vinculo das três virtudes teologais : Fé, Esperança, Caridade





OBS.: Agradeço a alma generosa que fez com que este livro pudesse ser aqui divulgado.  Nossa Senhora certamente cuidará das almas que desejam ver seu Amado Filho cada vez mais glorificado!


6 de fevereiro de 2013

Liturgia

Con. Hilário Wijten O Prem.
Livro de 1955 - 176 págs



INTRODUÇÃO

Cada vez mais se propaga em nossa terra esta modalidade de renascença religiosa que se designa pelo nome de “movimento litúrgico”.
Foi durante o pontificado de S. Pio X que o movimento litúrgico tomou novo impulso. O Sumo Pontífice, ciente da quase completa ignorância da Liturgia, pelo povo, e convencido da necessidade de difusão desse ensino, escreveu aos diretores de seminários e colégios que se esforçassem mais em matéria de religião, unindo intimamente a Liturgia à prática religiosa e fazendo reviver no espírito dos alunos o sentido do simbolismo, das cerimônias e dos textos sagrados.
E, falando a toda a cristandade, no “motu proprio” de 21 de Novembro de 1903, disse o mesmo Sumo Pontífice Pio X: “Pois é o nosso mais ardente desejo que o espírito verdadeiramente cristão renasça e se conserve entre os fiéis; é preciso zelar pela santidade, pelo respeito e pela dignidade do templo, onde eles se reúnem para adquirir este espírito na sua fonte principal e indispensável, a saber: a participação ativa dos mistérios sacrossantos, da oração pública e solene da Igreja”.
Essas palavras do sumo pontífice contêm a mentalidade que guia o movimento litúrgico bem compreendido.
Para que o movimento litúrgico atinja o fim tão expressamente exposto pelo Papa, é dever dos superiores e diretores dar uma séria educação litúrgica aos jovens levitas dos seminários e aos alunos dos colégios.
Pio XI, na “Constituição apostólica”, do dia 28 de Dezembro de 1928, diz: “A Liturgia, com efeito, é coisa sagrada. Por ela nos elevamos a Deus, com quem nos unimos; perante ele, professamos nossa fé, cumprimos o grande dever de reconhecimento, pelos benefícios e socorros que nos concede e de que precisamos perpetuamente.
Daí se origina certa conexão entre o dogma e a liturgia, entre o culto cristão e a santificação do povo. O Papa Celestino I considerava que se exprime a regra de fé nas venerandas fórmulas da liturgia. As leis da oração, dizia ele, determinam as leis da fé, pois, quando nas santas assembleias os ministros exercem suas funções, em virtude da delegação que receberam, defendem, diante da clemência divina, a causa do gênero humano, rezam e suplicam com a Igreja inteira que com eles une seus gemidos”.

ÍNDICE

Capítulo I - A Liturgia
Capítulo II - Histórias das Liturgias
Capítulo III - Generalidades da Liturgia
Capítulo IV - O Ano Litúrgico
Capítulo V - A Liturgia da Missa
Capítulo VI - O Divino Ofício
Capítulo VII - Liturgia do Sacramentos
Capítulo VIII - Os Sacramentais

5 de fevereiro de 2013

Liturgia

Francisco Dockhorn
Revisão teológica: Dom Antonio Carlos Rossi Keller
Publicação original: 11 de Fevereiro de 2009
26 págs


"Quando eu era criança, tínhamos na creche que eu frequentava a "hora do conto", onde se contavam histórias sobre lendas infantis, como: chapeuzinho vermelho, lobo mau, branca de neve, sete anões, João e Maria, três porquinhos, Cinderela, Saci-Pererê, etc.
Infelizmente, tenho visto que muitos escritos sobre Liturgia editados no Brasil e muitos cursos de Liturgia ao nosso redor tem se tornado uma "hora do conto", onde se ensina mitos que não correspondem à verdade da doutrina e da disciplina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.
Não me refiro, evidentemente, à má intenção de quem promove ou ministra tais cursos, pois isto não cabe a mim julgar. A avaliação que faço aqui é puramente a nível de conteúdo.
Vejo que é frequente se ensinar mitos como: "A Presença de Jesus na Palavra é tão completa como na Eucaristia; a Eucaristia é para ser comida e não para ser adorada; a adoração eucarística fora da Missa é ultrapassada; na consagração deve-se estar em pé; a noção da Missa como Sacrifício é ultrapassada; é mais expressivo no altar a imagem de Jesus Ressuscitado do que de Jesus crucificado; quem celebra a Missa não é o Padre, e sim toda a comunidade; a Igreja pode vir a ordenar mulheres; a Missa é para os fiéis; não se assiste à Missa; qualquer pessoa pode comungar; a absolvição comunitária substitui a confissão individual; é errado comungar na boca e de joelhos; a comunhão tem que ser em duas espécies; o Ministério extraordinário da Sagrada Comunhão existe para promover a participação dos leigos; o cálice e o cibório podem ser de qualquer material; os fiéis podem rezar junto a doxologia e a oração da paz; o sacerdote usar casula é algo ultrapassado; o Concílio Vaticano II aboliu o latim; para participar bem da Missa é preciso entender a língua que o padre celebra; o canto gregoriano é algo ultrapassado; atualmente o padre tem que rezar de frente para os fiéis; o Sacrário no centro é anti-litúrgico; não se deve ter imagens dos santos nas igrejas; cada comunidade deve ter a Missa do seu jeito; pode-se fazer tudo o que o Missal não proíbe; o padre é autoridade, por isso deve-se obedecê-lo em tudo; procurar obedecer à leis é farisaísmo; o que importa é o coração; a Missa Tridentina é antiquada; para celebrar a Missa Tridentina é preciso autorização do Bispo local; ir à Missa dominical não é obrigação."
A diferença entre tais idéias e o autêntico pensamento católico é facilmente constatada, confrontando estes mitos aos documentos oficiais da Santa Igreja editados em Roma. São idéias que, evidentemente, não surgiram ao acaso, mas são fruto direto ou influência de uma teologia litúrgica modernista e incompatível com a autêntica teologia católica. Aqui na América Latina, muitas delas foram historicamente reforçadas pela disseminação de teologias importadas e da chamada "Teologia da Libertação", esta de caráter marxista, que é incompatível com o pensamento da Santa Igreja e faz uma releitura de toda teologia (inclusive da teologia litúrgica), como está expresso em diversos documentos do Sagrado Magistério (ver a "Instrução sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação", da Sagrada Congregação para Doutrina da Fé, de 06 de Agosto de 1984).
O objetivo deste artigo é expor abaixo cada um desses mitos litúrgicos citados e os contrapor com a palavra oficial da Santa Igreja. Todas as citações utilizadas sobre disciplina litúrgica, de documentos da Santa Igreja, se aplicam à forma do Rito Romano aprovada pelo Papa Paulo VI (que é atualmente a forma ordinária), com exceção dos mitos 30 e 31, que falam expressamente sobre a Missa Tridentina, que é a forma tradicional e (atualmente) extraordinária do Rito Romano."


Qualquer quantia tem grande valor

http://alexandriacatolica.blogspot.com.br/2015/12/qualquer-quantia-tem-grande-valor.html

O SANTO DE AUSCHWITZ

Assim dizia São Maximiliano Kolbe:

"De muito boa vontade oferecemos leituras gratuitas a todos aqueles que não possam oferecer nada para esta obra, mesmo privando-se um pouco."

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