14 de fevereiro de 2012

Conferências sobre a imoralidade nas praias

Pe. Antonio Laburu, S.J.
Conferência pronunciada em San Sebatian e em Bilbao
1934 - 11 págs

Fonte


ADVERTÊNCIA

  Ante a progressão crescente da imoralidade nas praias, o Exmo. e Rev. Sr. Bispo de Vitoria,  em Circular de número 195, datada de 10 de Junho de 1934, - reiterando as censuras que em  ocasiões anteriores havia dirigido por causa de tal estado de coisas - recomendava o início de  “vigorosas campanhas em prol da moralidade que deve reinar nos locais mais frequentados de    veraneio” (praias, cachoeiras, piscinas, etc.). 
  A Associação Católica de Pais de Família de Vizcaya, atenta à voz de seu Prelado, encomendou ao R. Pe. JOSÉ ANTONIO DE LABURU, S.J., uma conferência com tal objetivo,  que com grande êxito de público se realizou no Teatro Arriaga de Bilbao, no dia 27 de Junho  último. E com o fim de que tão autorizada palavra se espalhe, continuando a campanha  empreendida até os mais remotos lugares, vem à luz esta conferência.
Bilbao, Julho de 1934

I - Fundamentação Geral

  PRIMEIRAMENTE, para se entender o tema da moralidade nas praias é preciso que se  reconheça a existência da prática da nudez neste ambiente.
  Em segundo lugar, como a existência das leis naturais não depende de que nós a pensemos,  nem está sob nossa decisão a possibilidade de impedir seus efeitos, tão pouco depende de nós  que elas existam ou não, que deixem ou não de efetivar as leis psicológicas: pense ou não  pense, queira ou não queira, se eu solto este objeto que tenho em minha mão, irremediavelmente ele cai direto ao solo, pela mesma razão de que a atuação da gravidade não  depende do meu subjetivismo, senão que é uma lei objetiva e natural, intrínseca aos corpos  pesados. Do mesmo modo, pensasse ou não pensasse, quisesse ou não quisesse, se a nudez põe-se  ante a vista, irremediavelmente saltará em quem a veja, e mais ainda em quem a contemple,  o ímpeto da paixão que a desencadeia. Deus Nosso Senhor pôs estímulos psicossomáticos para assegurar a existência do gênero  humano. No plano da Providência, Deus determinou que os homens viessem ao mundo por via da  geração (procriação). E como gerar homens - e não bestas - não é um processo meramente  fisiológico como no caso dos animais, mas que compreende todo o problema da educação  integral do ser da pessoa gerada, e essa educação, com todos os cuidados a ela inerentes e os  problemas de atender ao cuidado e conservação da prole, são verdadeiras cargas e estão  cheios de preocupações e trabalhos, Deus pôs seus atrativos naturais dotando o homem e a  mulher de meios psíquicos e fisiológicos peculiares e específicos para que com eles mais  facilmente aceitem o plano divino de serem procriadores e educadores de homens - que  elevados a ordem sobrenatural, fossem um dia moradores do Céu, por o haverem herdado  legitimamente, guardando e conservando a filiação divina, enxertada no Batismo, e devolvida,  se a perderam, no Sacramento da Penitência. Para obter este fim, tão nobre e santo, Deus dispôs na mútua atração do homem e da mulher  a existência e o uso dos estímulos psicossomáticos. E fora do matrimônio legítimo, usar ou aceitar os aliciantes da procriação é violar gravemente a lei expressa por Deus e é também deslocar o plano do Criador. 
  Além dos dois pontos acima referidos, salientemos um terceiro: o estado afetivo peculiar (da  atração entre os sexos) com a subseqüente tendência que produzem as sensações desses  estímulos psíquico-fisiológicos, são fenômenos naturais. 3 Senti-las, sem dar atenção e  consentimento ao sentimento, não constitui falta moral. Mas, procurar o sentimento e  consentir nele, ainda que tenha surgido involuntariamente, é contra o desígnio expresso por  Deus, que somente o dispôs para o fim já indicado – que vem a ser o da procriação dentro do  matrimônio. 
  Ainda um quarto elemento: como estes estímulos são de ordem sensitiva, as tendências  sensitivas do homem se lançam a eles antes que o psiquismo superior (intelectivo e volitivo) venha e determine se os deve aceitar ou rechaçar. E a parte sensitiva não somente precede a intelectivo-volitiva, mas que atrai e cativa a  vontade, reforçando com enormes cargas afetivas os atrativos dos estímulos  psíquicofisiológicos ordenados por Deus aos altos fins da perpetuação da vida humana.
  Pela parte sensitiva, tende o homem, com força de fera, com faíscas de desejos, ao gozo  destes estímulos. Mas, pela parte racional e da Fé, esse mesmo homem conhece e sabe que não pode tender a  estes estímulos nem gozar deles fora do plano divino. E em um mesmo “Eu”, por radicar nele estas duas faculdades sensitivoafetivas e intelectivo- volitivas, se sente o antagonismo da luta destas duas tendências.
  Não está em nossas mãos e em nosso subjetivismo transformar e mudar a constituição  essencial do homem. O homem tem faculdades sensitivo-afetivas e intelectivo-volitivas. E, fora do mesmo subjetivismo do homem, existem estímulos independentes de seu querer,  que, uma vez que se teve a sensação deles, desencadeiam as subseqüentes cargas afetivas  com as tendências a que elas dão lugar. E como estas tendências e cargas afetivas hão de mover-se dentro dos casos assinalados pelo  plano divino, de nenhum modo é lícito a livre admissão e utilização delas, e por isto se deve  procurar a eliminação das sensações que, voluntariamente e indevidamente, são causa destas  mesmas tendências. E como essas sensações seguem indefectíveis como efeito ou causa dos  estímulos psíquico-fisiológicos que as provoca, há que evitar que esses estímulos atuem  indevidamente em nossa consciência. Agora vemos que, entre os estímulos de que viemos falando, o de eficácia mais geral é o da  nudez: e nada pode negar que seja precisamente o dominante nas praias de hoje. Estímulo, o da nudez, que naturalmente desencadeia com toda potência o curso de enormes  cargas afetivas e de tendências tempestuosas, que de nenhum modo é lícito ao homem e mais  ainda ao cristão, nem despertá-las nem consenti-las. Na praia há gente que, apenas por estar nela, vê e contempla a nudez. Que dizer da moralidade destas duas realidades, claramente inegáveis, nas praias de hoje? Haverá quem se atreva a negar que na praia, tal como a comentamos, os estímulos passionais se transbordem em atividade luxuriante e violem, portanto fortemente os altos fins  da Divina Providência?

Qualquer quantia tem grande valor

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O SANTO DE AUSCHWITZ

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