31 de julho de 2012

João Bernardino Gonzaga
Livro de 1993 - 247 págs

 

 A Inquisição é um tema sempre atual, que suscita repulsa e indignação pelos procedimentos bárbaros e implacáveis que utilizou em seis séculos de existência.

Inquisição

João Bernardino Gonzaga
Livro de 1993 - 247 págs

 

 A Inquisição é um tema sempre atual, que suscita repulsa e indignação pelos procedimentos bárbaros e implacáveis que utilizou em seis séculos de existência.

25 de julho de 2012

Novo livro do Pe. Júlio Maria de Lombaerde

ou
Lampejos de Doutrina, de Ciência e de Bom Senso
Padre Júlio Maria de Lombaerde
Missionário de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento
Livro de 1950 - 288 págs



Parece que o fim dos tempos está se aproximando e que o demônio tem pressa em aproveitar o tempo para perder a humanidade.
Ou não percebe também o leitor aquele furacão de revolta, de sensualidade, de ódio, de desatinos que vai pelo mundo.
É o anjo das trevas que se agita e se desdobra em atividade febril para fomentar o mal e levar a perdição por toda a parte.
Não aparece pessoalmente (a não ser em casos raros), mas tem os seus representantes conscientes e inconscientes.
São autênticos agentes do anjo das trevas;

O espiritismo, que é um produtor de loucura;
O protestantismo, dito de ódio;
A maçonaria, de revolta;
O divorcismo, de discórdia;
O sensualismo, de libertinagem;
O comunismo, de escravidão.

Eis a sêxtupla praga com que o anjo das trevas ataca hoje o eterno rochedo da Igreja, procurando derrubar suas instituições e abalar os seus princípios.
Refutar os erros dessas seitas, demonstrar as falsidades de suas doutrinas, orientar as pessoas sensatas contra tais teorias a que muitas vezes dão o aparato de ciência — eis o objetivo desta obra.
Não são lampejos, mas um farol de luz orientadora.
E tudo escrito em estilo fácil, compreensível ao povo, com amenidade e vivacidade, entremeada de casos concretos e seus comentários.
É destes livros que precisa o nosso povo. Dirige-se a todos que, leais e sinceros, querem conhecer a verdade que
ilumina a inteligência,
estimula a vontade,
orienta o coração,
forma o caráter.
Não é uma frase única: é uma serie de teses de palpitante atualidade e tomadas no flagrante da vida.
É o clarão da vida, no meio de múltiplos erros que o anjo das trevas vai semeando.
Leiam-no todos. É, além disso, ótimo repositório para o preparo de discursos e conferências de atualidade em associações e círculos de estudo.

23 de julho de 2012

Sacramentarium - Sacramentaire dit de Drogon

Drogo, Bispo de Metz
Livro por volta dos anos 

Fonte
    O sacramentário era um livro litúrgico utilizado nas orações durante a Alta Idade Média, contendo as orações, prefácios e cânones da Santa Missa. Drogo (801-55), bispo de Metz, filho de Carlos Magno e renomado patrono em sua época, tinha uma magnífica cópia do sacramentário feito em Metz, por volta de 845-855. O manuscrito, escrito em pergaminho, é uma obra de vários artistas empregados pela corte imperial. Foi composto em uma escrita latina clara e inclui alguns dos mais belos florões já produzidos em Metz. A iluminura é feita de capitulares ilustradas, arcaturas decorativas e letras douradas, e distingue-se tanto pela sutileza e dinamismo das características e pela delicadeza de suas cores verde-esmeralda, azul-celeste, violeta e roxo quanto pelo gosto pronunciado por plantas ornamentais. A iconografia da iluminação é centrada na vida de Cristo e corresponde às placas de marfim da encadernação. Executadas na mesma época e pela mesma oficina do manuscrito, tanto a placa da frente quanto a placa do verso estão divididas em nove plaquetas esculpidas em relevo. As plaquetas ilustram os principais sacramentos (placa superior) e as cenas da liturgia da igreja (placa inferior). O sacramentário teria sido usado na catedral carolíngia de Metz e constitui um precioso registro das práticas e dos apetrechos litúrgicos utilizados na época. No século XVI, as placas foram colocadas de volta no manuscrito sobre veludo verde e as bordas cobertas com um revestimento de prata adornado com folhas de acanto.

     O liber sacramentorum inclui quatro seções: O cânone da missa, os principais feriados (temporal e santoral), o ordinário dos santos e as missas votivas, e as listas dos bispos de Metz. As missas seguem o modelo: oratio, secreta, praefatio ad complendum (após a comunhão). Em geral, o texto segue a versão gregoriana, mas inclui alguns acréscimos galicanos e ambrosianos.

21 de julho de 2012

A Mulher Cristã - Livro de 1885

desde
o Nascimento até a Morte
Estudos e Conselhos
por
Mme. M. de Marcey
Obra Especialmente Recomendada pelo Episcopado Francês
Livro de 1885 - 457 págs



Ao Leitor Português

A regeneração da sociedade está sem dúvida reservada a mulher. Quando ela, profundamente compenetrada da grande missão que lhe confiou o Cristianismo, a desempenhar plena e conscientemente, a família recobrará as perdidas virtudes e, como necessária consequência, a humanidade degenerada se erguerá do abatimento cheia de vida e robustez.
Ora, entre as numerosas obras que até hoje se tem publicado sobre o melhor modo de cumprir a mulher a sua nobre e sublime tarefa no mundo, talvez não haja outra que reúna, como a presente, a profundeza o solidez da mais sã doutrina ao atrativo e interesse na maneira de expô-la — a instrução à amenidade o recreio, como bem diz o tradutor espanhol.
Nela se traçam, com tanta novidade como delicadeza, os deveres e obrigações da mulher conforme os diferentes períodos da idade o as diversas fases e circunstâncias da vida, guiando-a como pela mão, por meio de sábias máximas e prudentes conselhos, para que preencha dignamente o sou magnífico apostolado na família o na sociedade, chegando a ser modelo das filhas, esposas e mães e a exercer e aplicar às necessidades sociais a sua benéfica influencia na esfera mais elevada.
Não há situação d’alguma importância na existência humana, que esta obra não ofereça meio de resolver ou dirigir a um fim louvável e generoso, excitando, sob este ponto de vista, o interesse do leitor muito mais vivamente que as obras de pura imaginação, pois que interessa à sua felicidade e à da sua família.
E tudo isso se acha exposto com tal suavidade e viveza de colorido nos quadros que se bosquejam, com tanta riqueza de imagens e de poesia e, tal esplendor e magia de estilo, que realçam extraordinariamente o interesse que causa a sua leitura. Pena é que a versão desmereça da beleza do original.
A autora, sem desconhecer os privilegiados dotes intelectuais do seu sexo, faz consistir o seu principal merecimento o os meios mais eficazes para o seu triunfo na amabilidade, na prudência, na caridade, na doçura, na abnegação e em todas essas nobres e heroicas virtudes e qualidades que são o seu mais belo adorno e que constituem toda a sua força.
Esta obra, verdadeira mente digna de todas as pessoas ilustradas, acha-se além disso enriquecida de uma preciosa condição, contendo quase todo o melhor que tem escrito sobre esta delicada matéria os autores mais celebres, Chateaubriand, Lacordaire, Bossuet, o P. Ventura, o abbade Cambalot, o Cardeal de Bonald, Augusto Nicolas, etc, etc.
Não é, pois, de admirar que alcançasse os mais brilhantes elogios do Episcopado francês, como se vê das seguintes aprovações que julgamos conveniente dar a conhecer na sua integra: [...]


ÍNDICE

Ao Leitor Português

Prefácio

Introdução

Parte Primeira
Capítulo I - Primira Infância
Capítulo II - Idade da Razão
Capítulo III - Adolescência
Capítulo IV - Juventude

Parte Segunda
Capítulo I - A Menina Soteira
Capítulo II - A Jovem Esposa
Capítulo III - A Mãe
Capítulo IV - A Mulher ao Declinar da Vida
Capítulo V - A Velhice

Epílogo



OBS.: O arquivo teve que ser dividido em várias partes devido ao tamanho estabelecido para cada upload do porta-arquivos.

A paciência é uma virtude muito recomendada!


17 de julho de 2012

Pena de Morte

Pe. Emílio Silva
Livro de 1986 - 194 págs


  " [...] Hans Von Hentig informa que, segundo o Dr. Squire, médico da penitenciária de Sing Sing, "de cento e trinta e oito condenados à morte, somente cinco recusaram o auxílio do sacerdote: a maioria ia para a morte com o convencimento de que seus pecados haviam sido perdoados" ("La Pena", II, p. 52, nota ti. 117).

   Vem a pelo, a observação de Santo Tomás:
"O castigo não pressupõe sempre uma culpa, embora exija uma causa. A medicina nunca priva de um bem maior para conseguir um bem menor, mas causa um menor para preservar o maior. E como os bens temporais são menores que os espirituais, pode alguém receber um castigo temporal, sem culpa, para evitar um mal espiritual. Daí, castigos temporais, sem razão aparente para o homem, mas conhecida somente de Deus" ("Suma Teológica" 2-2 q 108 — Da Vingança).

   "D. João VI, quando no Brasil, viu diante de si um miserável, que lhe pedia clemência, depois de ter matado um sacerdote. Antes, já havia sido indultado pelo assassínio de uma mulher grávida. 'Não o indulteis — ponderou o Conde D'Arcos — este homem cometeu um crime infame'. — 'Um? — retrucou o rei — ele cometeu dois!' — 'Não senhor, um só — atalhou o Conde — o segundo foi Vossa Magestade quem o cometeu, porque não deveria ter perdoado o primeiro a tão grande criminoso'. O criminoso foi enforcado, e o Conde D'Arcos continuou sendo Conselheiro do Rei" (Ramón Muííana — "Nuevo Catecismo en Ejemplos", verbete n. 3.288).


     Não poderia encerrar estas, considerações, absolutamente dispensáveis, ante a magnitude desta obra, que fala "per se", sem transcrever, como arremate, a palavra definitiva do Doutor Angélico.

   "Se for necessário à saúde de todo o corpo humano a amputação de algum membro que estiver infeccionado e possa contaminar os demais, tal amputação seria louvável e saudável. Pois bem, cada pessoa singular se compara a toda comunidade; e, portanto, se um homem for perigoso para a sociedade e a corrompe por algum pecado, louvável e saudavelmente se lhe tira a vida para a conservação do bem comum, pois, como afirma São Paulo, 'um pouco de levedura corrompe toda a massa' (I Cor. V, 6).

 "Por conseguinte, embora matar ao homem que conserva sua dignidade seja em si um mal, sem embargo, matar ao homem pecador pode ser um bem, como matar uma besta, pois, como diz Aristóteles, 'pior é o homem mau que uma besta' ("Suma Teológica, 2-2 Q. 64,art. 2, "In" BAC, vol. 152, p. 433/434).


15 de julho de 2012

Livro de Gertrud Von Le Fort

A Mulher no Tempo
A Mulher Fora do Tempo
Gertrud Von Le Fort
Livro de 1953 - 158 págs


A grande romancista de O Véu de Verônica  prêmio Nobel de literatura — dá-nos, neste pequeno volume, uma autêntica obra-prima. Não cremos possa haver, no gênero, livro do igual densidade e com tamanho poder de sedução. Em certo passo, a autora cita a Ruth Schauman na "Carta de Quélion a Cleto": “As verdadeiras mulheres são silenciosas e desejam o silêncio, Mostrem-me uma mulher que escreva a propósito do que lhe diz respeito. Cala o que lhe diz respeito, porque o silêncio é aqui nome da vida, ao passo que a palavra discursiva é o nome da morte. O que é secreto é fecundo; o que é divulgado é raso.” Teria Gertrud Von Le Fort rompido o silêncio? Não; não é de si que ela fala. Nem foi usando a lógica e seus conceitos abstratos - que desvirtuam o pensamento vivo - que a grande escritora compôs esta grande obra. Preferiu a linguagem dos símbolos.
A "Mulher Eterna" está no antípoda do superficial "eterno feminino", responsável por tantas expansões medíocres nas letras e nas artes. Ocupando-se da "mulher eterna", Gertrud Von Le Fort realiza, como diz ela própria, um rápido circuito em redor do "dogma de Maria". E não o faz mediante interpretações arbitrárias ou pessoais. Antes, interroga a arte. Por exemplo: a Fra Angelico, a Verlaine, ao Apocalipse, à ladainha de Loreto. Também às figuras femininas mitológicas, sem entretanto deixar de acentuar que o dogma católico enunciou as proposições mais fortes que jamais foram expressadas a respeito da mulher. A Igreja, insiste a autora, não se contenta, no sacramento do matrimônio, de igualar a si mesma todos as mulheres: ela proclamou ainda uma mulher Rainha do Céu! E é preciso aprofundar ainda mais o mundo dos símbolos, pois o tema da feminilidade ressoa através da criação inteira. "Igual às harmonias dum prelúdio em tom menor, vibra em surdina por cima da gleba fecunda. Vibra por cima das comoventes fêmeas das feras quase subtraídas, por causa da maternidade, do mundo do deserto e da selva."
Dois motivos essenciais da feminilidade, ou do mistério feminino, percorrem todo o livro: o motivo da cooperação e o motivo do véu. Maria é a Co-Redentora. A auréola da glória do Espírito Santo, do Amor incriado, é uma coroa, porém é o derradeiro véu, o véu eterno posto sobre a cabeça da Virgo Mater! A mulher age, em todas as circunstâncias, à maneira da nubente, sob o véu. Ainda, ou talvez, sobretudo, quando encarregada de missões excepcionais. Catarina de Siena, lembra a autora, recebera o encargo de levar o Papa de Avinhão para Roma: está ausente, velada, quando o Pontífice transpõe a entrada da Cidade Eterna. Joana d'Arc recebeu o estandarte das batalhas e conduziu o seu povo à libertação. Seu véu foram as labaredas da fogueira.
A Mulher no Tempo”: é o tema que se segue. Misteriosa a função da mulher no tempo. De certo, cabe-lhe representar a metade da existência e do destino humano.  Todavia, bem se sabe que não é a mulher, e sim o homem e suas obras que modelam a face da História. Ainda uma vez o motivo da cooperação se oculta sob o véu. E essa metade do homem e de seu destino é em símbolos que se vai realizar. O símbolo, por excelência, e aqui a esposa. "Deus colocou, irrevocavelmente, a feminilidade como uma das metades do ser." Por isso, se a vida feminina se apresenta através de três tipos imutáveis, a virgem, a esposa, a mãe, tais tipos não se excluem uns aos outros. Apenas a esposa, que não é só a companheira da vida do homem mas também a companheira de seu espírito, se situa entre a virgem e a mãe, como entre a pessoa e a raça, "e transpõe já a linha que as repara. A virgem salva-guarda para o homem a pessoa, o valor supremo e solitário da cultura, a esposa assegura ao homem a colaboração duma metade do mundo. No domínio da natureza, ela libera o homem do sua solitude, no domínio do espírito, ela o libera dos limites que lhe impõe a pessoa. É a presença do mistério feminino que torna inteligível a parte de anonimato incluída em toda grande obra."
E a “Mulher Fora do Tempo” realiza-se na maternidade. É a última parte do livro, talvez a mais bela de todas, por certo irresumível. Ser mãe não pode ser nunca a missão particular das mulheres duma época; é pura e simplesmente a missão da mulher. Virgem, mantém-se isolada em face do tempo; esposa, divide o tempo com o homem que se mantém no tempo; mãe, ela traspassa o tempo. "A mãe é a imagem do infinito terrestre. Os milênios passam por sobre suas alegrias e suas dores som deixar traços: a mãe é sempre a mesma, a mãe é a plenitude imensa, o silêncio, a imutabilidade da vida na concepção, na gestação e no parto."
Assim é o livro de Gertrud Von Le Fort, de uma beleza literária, de uma profundidade de pensamento, de uma riqueza de sugestões que fazem honra a nosso tempo.
Texto retirado das orelhas do livro

9 de julho de 2012

Catecismo sobre ...

por Santo Cura D'Ars


“Meus filhos,

     Chegamos ao sacramento da Ordem. É um sacramento que parece não dizer respeito a toda gente. 
     Este  sacramento  eleva  o  homem  até  Deus.  Que  é  o sacerdote?  “Um homem que ocupa o lugar de Deus, um homem que é revestido de todos os poderes de Deus”.
      “Ide, diz Nosso Senhor, ao sacerdote. Assim como o Pai me enviou, assim eu vos envio. Todo o poder me foi dado no céu e na terra. Ide, pois, instrui todas as nações. Quem vos  escuta  a  mim  escuta,  quem  vos  despreza  a  Mim despreza”.
         Quando o padre perdoa os pecados, ele não diz: “Deus vos perdoe”, mas, sim: “Eu vos absolvo”. Na consagração não diz: Isto é o corpo de Nosso Senhor, porém: Isto é o meu Corpo.



OBS.: Agradeço ao leitor Danilo, que teve o desejo de contribuir oferecendo-lhes esta pequena preciosidade que para ele foi muito especial, alimentando assim a sua vocação. Desejamos que, da mesma forma que ocorreu com ele, este livreto encaminhe o coração de muitas pessoas para seguir o sacerdócio.
     Que o Santo Cura D'Ars interceda por todos aqueles que almejam um Santo Sacerdócio!





7 de julho de 2012

ATENÇÃO!!!


Alguns arquivos do blog  estão indisponíveis por tempo indeterminado.

Aos poucos serão repostos.

Conto com a oração de todos!

Saudações!

4 de julho de 2012

Mães Cristãs... - Reformatado

ou
Deveres da Mãe Cristã
Para com Seus Filhos
pelo
P. J. Barthier, M.S.
Livro de 1927 - 310 págs



Li com muito interesse o livro intitulado A Mãe Segundo a Vontade de Deus. Depois dum curto preâmbulo, expõe sucessivamente as obrigações que são impostas à mãe cristã para a dupla educação de seus filhos: a educação física e a educação espiritual. Este plano simples, natural e completo é felizmente concebido e solidamente executado. O estilo da obra é claro, fácil, correto, simples, untuoso, perfeitamente apropriado ao assunto. Quanto ao fundo, tudo aí respira sabedoria e prudência, e ao mesmo tempo fé e piedade.
Formo, pois, votos, para que este excelente livro se torne 0 manual das mães cristãs, que, para cumprirem os seus deveres, não carecem as mais das vezes, senão de instrução e de direção, porque raras vezes lhes falta a dedicação e a boa vontade.

Grenoble, 1 de Outubro de 1892.
F. MUSSEL, vigário geral.


~ * ~ * ~ * ~


ÍNDICE

Aprovação

Poucas Palavras

Um Breve Prefácio

Introdução

A Mãe Segundo a Vontade de Deus

Cuidados Corporais

Cuidados Espirituais

Da Instrução

Da Vigilância

Da Correção

Da Oração

Apêndice I

Apêndice II

~ * ~ * ~

Prefácio


  Nenhuma pessoa há, por mais inteligente e instruída que seja, que possa racionalmente dispensar-se de volver a atenção para os seus deveres, comparando freqüentes vezes e muito a sério, o que é com o que devia ser. É no esquecimento do dever que nascem os grandes males. A arte de bem viver aprende-se, praticando-se; mas não se pode praticar convenientemente, se o espírito a não meditar e aprofundar. Quantas vezes ouvimos dizer: «Ô! se eu pensasse, não fazia isso, se soubera o que me veio a acontecer, teria procedido doutro modo»? - E porque não pensastes a tempo; para evitardes um arrependimento tardio e talvez inútil?
  Porque o orgulho, a vaidade, o capricho e o amor próprio se meteram, de permeio. É necessário, pois, que cada um, no seu estado e condição, procure compenetrar-se bem dos deveres que tem a cumprir, e veja o modo como os cumpre. Todos nós devemos caminhar para um mesmo destino sobrenatural, mas por diversos caminhos, conforme o papel que temos de representar cá na terra, segundo o plano da Providência. Basta fixarmos os olhos na sociedade, para em breve descobrirmos até que ponto se estende a influência que nela exercem as mães de família. Abalanço-me a dizer que para regenerar a sociedade só duas coisas eram necessárias: bons pastores no meio das paróquias e boas mães no seio das famílias com estes dois fatores não haveria dificuldades que se não vencessem.
  É-me sempre grato registrar o aparecimento de um livro que possa contribuir para a grande obra da educação doméstica e social. Quando li o nome de Berthier no frontispício desta obra - A Mãe segundo a vontade de Deus - recordei-me do prazer com que há anos lera três excelentes tratados do mesmo autor, e desde logo ajuizei do valor da obra.
   Como, porém o editor português me pedia a minha humilde opinião, entendi que não devia dá-la sem primeiramente ler o livro. Agora posso afirmar que encontrei, na leitura desta prestimosa obra, a confirmação plena do subido conceito que já formava do seu autor: é um livro excelente, em que as mães de família têm muito que aprender. Mas encontrará ele o acolhimento que merece? Não haverá muitas mães que se recusem a recebê-lo, pelo fato de já se considerarem bastante instruídas nos seus deveres? É de crer que sim.
  Nunca somos tão pequenos como quando nos levantamos nas asas do orgulho, para passarmos por grandes. A soberba é inimiga da sabedoria; quem presume que não necessita de aprender, está muito mal disposto para começar a instruir-se. Demais, é sabido que a ignorância voluntária não exime de responsabilidade e a fraqueza do nosso espírito exige que repassemos com freqüência aquilo mesmo de que já temos conhecimento.
  Por outro lado a educação é essencialmente prática; encontra resistências que é necessário vencer. Nem todas as crianças se podem educar pelo mesmo processo, assim como, nem todos os terrenos se podem fertilizar com a mesma cultura.
  Ora, se nenhuma arte se exerce bem sem aprendizado, como será possível que uma mãe, sem ciência nem experiência, saiba encaminhar pela senda do bem as criancinhas que Deus lhe confia? «O fim da educação moral, diz Pérez; é desenvolver e disciplinar, em ordem à consecução do maior bem individual e social, as forças inatas que determinam o homem a obrar»
  À semelhança do agricultor que arranca o joio e fomenta o desenvolvimento do trigo, assim o educador há de favorecer na criança a evolução das tendências boas e comprimir as más. Para isto requere-se um grau de instrução que as mães de família entre nós raríssimas vezes possuem. Bem vindas sejam, pois, todas as publicações que tendam a levantar o nível da nossa educação moral. Um bom livro que se lança no meio de um povo é um dique que se opõe contra a onda do vicio. «Parece provado, diz Martin, que a má literatura pode mais na ordem do mal, do que a boa na esfera do bem».
   À vista disto, grande obra deve ser o atacar as más leituras e divulgar as boas. Estas duas vantagens conseguem-se há um tempo, propagando livros como - A Mãe segundo a vontade de Deus.
  É mui intima a aliança que prende as mães aos filhos: a sorte deles depende delas, mas a salvação delas também até certo ponto depende deles, isto é da educação que lhes legarem. Somos em geral o que nossas mães quiserem fazer de nós: bons ou maus, amantes da virtude ou dados ao vicio, conforme a educação que recebemos na infância. É doutrina corrente entre os grandes pedagogistas que todos os caracteres são susceptíveis de se modificarem, sob o influxo assíduo duma disciplina bem orientada. «Não posso fazer nada de meus filhos, dizem muitas mães, são irascíveis e desobedientes, não fazem caso das minhas advertências».
   Não podeis? É verdade que não podeis agora? Sim, porque desde o berço criastes os vossos meninos com todo mimo; deixastes crescer e multiplicar os cardos e as silvas, onde devíeis cultivar flores e frutos. Agora começais a doer-vos com a dura impressão dos espinhos, que devíeis ter arrancado ou quebrado; quereríeis antes gozar agora dos frutos que não semeastes. Começa a ser amargurada a vossa vida, mas isso não é o pior; depois da vida vem a morte, depois do tempo abre-se a eternidade: como vos defendereis diante de Deus?
  Mal com os vossos filhos, que não vos respeitam, mal com Deus que há de castigar as nossas negligências, - para onde apelareis? Terrível situação! Mais, olhai para o mundo, e vede os grandes males que ocasionais â sociedade: plantastes árvores estéreis e nocivas; os vossos filhos, a quem não legais o patrimônio de uma boa educação, serão pais e as vossas filhas serão mães à vossa imagem e semelhança, calculai, se podeis, as lágrimas, as dores, os infortúnios de que sois causa.
  Morrereis raladas de desgostos e cruciadas de remorsos; mas os vossos filhos, os vossos netos, os vossos descendentes continuarão a pecar em vosso nome. A vossa maldade não morre; continua ainda a perpetuar-se cá na terra com abominável incremento, nessas vítimas infelizes que vós imolastes ao demônio. Pobres criaturas!
   Se ao menos tivessem sido arrastadas à desgraça por um inimigo estranho, ou por um amigo fingido, haveria menos razão para lhes lamentar a sorte; mas vê-las cair no abismo, arrojadas pelo braço de suas próprias mães - é duro, é cruel é diabólico, ó mães!
   Ide bater às portas das penitenciárias, chamai à vossa presença um dos maiores facínoras que aí esteja expiando os, rigores da justiça humana, perguntai-lhe os seus crimes e comparai-os com os vossos, pesai as culpas, medi as responsabilidades e vede em fim quem é que rouba mais almas a Deus, quem é que acarreta maiores males sobre a sociedade!
    Praza a Deus que os escritores católicos, os oradores sagrados e os diretores de almas consagrem à educação moral a importância que ela merece!

Foz do Douro, Dia de Todos os Santos de 1898.
Padre Manuel Marinho

3 de julho de 2012

Disponível para Download as Meditações de Maio

Meditações Extraídas dos Escritos
do
Bem-Aventurado* Pedro Julião Eymard
Fundador
DA CONGREGAÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO
Com um exemplo, uma prática e uma jaculatória
para cada dia.
Transcrição do livro de 1946 - 69 págs


PREFÁCIO
da Sétima Edição Francesa

Transcrevemos, como prefácio desta nova edição, um artigo publicado na revista "O Santíssimo Sacramento" em janeiro de 1906; mostrar-nos-á ele que poderoso incentivo à devoção para com Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento recebeu do Soberano Pontífice, e a preciosa sanção concedida à iniciativa do Bem-aventurado Pedro Julião Eymard, de conferir este novo título à Santíssima Virgem.

1 de julho de 2012

Livro com as meditações do Mês de Junho


Prólogo
A primeira edição deste opúsculo veio a lume em 1888, e trazia então uma notícia resumida, mas bastante explicativa sobre o Apostolado da Oração.
Hoje ele é reeditado sem esta segunda parte, mas em seu lugar vêm duas coleções de exemplos para os dias do mês; alguns transcritos quase textualmente do periódico Mensageiro do Coração de Jesus (Edição Francesa), e outros compostos sobre dados que se encontram no dito periódico religioso e noutros, ou em vidas de Santos e biografias de cristãos de todas as classes, que foram fervorosos devotos do Sagrado Coração.
A primeira série de exemplos, que vem junta às meditações, consta de fatos que se deram em tempos e lugares diferentes, e demonstram a utilidade e o poder incalculável da pia devoção: chamar-se-á bem esta série a das — Graças do Coração de Jesus. A outra oferece, a largos traços, o esboço de vidas que se orientaram todas por este culto especial: pode intitular-se a dos - discípulos do Sagrado Coração.
A segunda coleção de exemplos vai colocada no fim do opúsculo, proporcionando, mesmo fora dos exercícios devotos, uma interessante e proveitosa leitura espiritual para cada dia do mês consagrado ao Santíssimo Coração de Jesus.

Bahia, 29 - 3 - 1913.
Padre José Basílio Pereira


OBS.: Neste arquivo consta apenas a primeira parte do livro, aquela que foi postada no blog †Almas Devotas, a segunda parte será postada em outra oportunidade.

Qualquer quantia tem grande valor

http://alexandriacatolica.blogspot.com.br/2015/12/qualquer-quantia-tem-grande-valor.html

O SANTO DE AUSCHWITZ

Assim dizia São Maximiliano Kolbe:

"De muito boa vontade oferecemos leituras gratuitas a todos aqueles que não possam oferecer nada para esta obra, mesmo privando-se um pouco."

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